sábado, 11 de fevereiro de 2012

DENTES PRÉ FABRICADOS

DENTES PRÉ FABRICADOS

A)     Dentes artificiais.
São dentes pré-fabricados cuja finalidade é de substituir um ou mais dentes naturais ausentes.São utilizados nas modalidades de prótese parcial removível e prótese total.
Os dentes artificiais são montados em plaquetas de acordo com as suas posições na arcada dentária, assim distribuídos:

- 6 dentes anteriores superiores – 1x6;
- 8 dentes posteriores superiores - 1x8;
- 6 dentes anteriores inferiores -1x6;
- 8 dentes posteriores inferiores -1x8;

Os dentes artificiais são classificados:

1)      Quanto ao material.
Porcelana: possuem estabilidade de cor, resistência, mas são muito friáveis e quebram facilmente se forem usados em regiões que necessitem de um grande esforço mastigatório. São muito pouco utilizados.
Resina Acrílica são frequentemente utilizados devido a facilidade de manuseio adaptação e baixo custo.

2)      Quanto à cor.
São classificados por numeração, ou números mais letras de acordo com o fabricante.
      Por exemplo:
      Detron:61,62,65,66,67,68,69,77,81.
      Ivoclair:1A,1B,1C,1D,2 A,2B,2C, etc...
      
3)      Quanto à inclinação oclusal.
      De acordo com a angulação das cúspides: 20° ou 33°.

4)      Quanto ao tamanho.
a) Comprimento cérvico-incisal.
S – Curto,
M-Médio,
L - Longo.

b) Largura médio-distal dos dentes, medido em curva nos anteriores com utilização da régua molegata
Nos posteriores mede-se em linha reta da mesial do primeiro pré-molar à distal do segundo molar em cada um dos lados. Ex; 30mm, 32mm


5)      Quanto à forma.

 Quadrangular
 Triangular 
 Ovóide

Está diretamente ligado com relação entre a forma do rosto e o rebordo mandíbula maxila.

6)      Forma de seleção.
       Observar no modelo a altura e largura dos dentes incisivos.
       Observar o espaço ocupado pelos quatro incisivos e dois caninos, isto è, a distância da curva anterior formada de distal de canino esquerdo à distal de canino direito.
       Verificar pela tabela de códigos dos fabricantes os dentes correspondentes posteriores o cirurgião dentista também orienta a técnico de prótese dental dando-lhe algumas referencias tais como cor, forma. No caso de Prótese Total, onde não existem dentes naturais remanescentes; o técnico deverá observar as linhas de referências marcadas no rolete de cera da chapa de prova, enviado pelo cirurgião dentista que são:

- Linha mediana (L.M),
- Linha dos caninos ou linha da comissura labial ou linha do canto da boca (L.C)
- Linha alta do sorriso, ou linha do sorriso forçado (L,S)
  A distância entre L.M e a L.C indicarão a largura dos dentes anteriores do hemiarco desejado, e a L.S o comprimento dos dentes.Quanto à forma deve-se observar a forma do rebordo do modelo.

FUNDIÇAO

Acabamento e Polimento.



 Acabamento no motor de chicote.



Depois da desincluir, lavar e tirar o excesso do revestimento com lecron e passar no trijato.


Motor de chicote
Recortar elemento do metal
1-    Adaptar o disco de Carburundum no mandril para cortar o sprue.
2-    Tirar bolhas internas (Broca esférica).
3-    Passar o lápis no limite do preparo.
4-    Adaptar o dente no troquel e não tirar mais.
5-    Tirar bolhas externas, passar nos sulcos as brocas esféricas.
6-     Dar acabamento com pedra tipo shofu.
7-    Acabamento com borracha (mandril).
Adaptar a borracha com o mandril na caneta.
Desgastar em forma de lápis a borracha com o disco de carburundum.

Empunhaduras:
Forma de caneta.
Digito palmar.



Polimento – torno de polimento


1 – Roda de pano com pedra pomes (velocidade alta).
2 – Roda de pêlo com pedra pomes com velocidade alta para limpar os sulcos.
3 – Roda de flanela com KAOL em velocidade baixa.

CARGA IMEDIATA EM IMPLANTES : Possibilidades protéticas em 1 único passo.

Introdução:

            As possibilidades de tratamento com implantes osseointegrados revolucionaram a prática protética clínica nos últimos anos, permitindo uma melhor retenção e estabilização de próteses totais e parciais, impedindo a imposição de cargas laterais em dentes pilares diretos de próteses parciais removíveis de extremidade livre e evitando o degaste de dentes integros  que serviriam de pilares para próteses fixas.
 Desde a introdução do conceito de osseointegração ( Bränemark, 1997), o protocolo de dois estágios cirúrgicos tem sido considerado fundamental.  Entretanto, muitas etapas e definições do protocolo inicial tem sido alteradas a começar pelas indicações. (Schinitmann, 1997).
            Destes adventos, surge a Carga Imediata que vem a ser a colocação de um elemento protético sobre um implante o qual acabou de ser inserido cirúrgicamente e não sofreu a sua osseointegração podendo ser no período de 1 à 20 dias. ( Randow, K. 1999 )
A carga imediata surgiu com  o intuito de suprir a necessidade daqueles pacientes que apresentavam problemas com  as próteses totais após a colocação dos implantes em 2 estágios cirúrgicos.  Os mesmos  sentiam-se incomodados com o deslocamento da prótese total e sentiam-se socialmente debilitados.  BALSHI et al., (1997) analisaram 10 pacientes reabilitados com implantes Bränemark na mandíbula  e com próteses instaladas imediatamente  após o ato cirúrgico.  Oservaram  que os mesmos eliminaram o estágio do uso de próteses  removíveis, sentindo-se bem mais confortável e socialmente integrados. A carga imediata exige alguns critérios e Protocolo como, boa densidade óssea, se posicionarem entre as foraminas mandibulares, torque de 32 N e estabilidade primária excelente. ( Whörle, 1998).
Situações do emprego da Carga Imediata:
1.      Overdentures:

Menezes et al. utilizaram para um estudo de avaliação clínica, implantes  osseointegrados ST313 – 3i Implants Innovations, aos quais foram aplicados carga 12 horas após a sua instalação. Sobre esses implantes foi instalada uma prótese inferior tipo “overdenture” muco-suportada/implanto retida com sistema Barra/Clips do tipo Hader. Foi obedecido criteriosamente o protocolo cirúrgico estabelecido por Branemark para instalação de implantes osseointegrados, empregando-se perfurações ósseas progressivas sob irrigação abundante, afim de evitar qualquer possibilidade de aquecimento local indesejável. Com relação a avaliação clínica geral, o paciente demonstrou um bom estado de saúde, no entanto, através da avaliação local, foi possível identificar as desfavoráveis condições do rebordo residual inferior. Fato que justificava a instabilidade da prótese inferior, ou constituiria em um futuro impedimento a confecções de possíveis novas próteses. Admitindo-se as condições locais desfavoráveis e associado ao interesse do paciente, foi indicada a confecção de uma prótese imediata muco-suportada/implanto retida, sendo utilizado 2 implantes, empregados conforme a técnica de instalação e aplicação de cargas imediatas. Desse modo, os dois implantes foram instalados conforme as orientações do guia cirúrgico, obtendo um posicionamento, paralelismos e alinhamento o mais adequado possível entre eles.             Delimitada a área para instalação dos implantes através do guia cirúrgico, esta ficou compreendida aproximadamente entre os locais dos dentes 32 e 42. Local adequado e compatível aos dois implantes, permitindo uma separação entre eles de modo a obter uma extensão e posição correta da barra de retenção. Desse modo a barra de fixação apresentaria uma posição linear em relação ao rebordo capaz de receber os dois clips de fixação da prótese.
            Concluída a etapa cirúrgica os cicatrizadores foram removidos e instalados os componentes de moldagens. Dois transferentes de arrasto (técnica da moldeira aberta) foram envolvidos por fio dental afim de facilitar a adesão da resina acrílica ativada quimicamente do tipo Duralay. Posteriormente, utilizando uma silicona polimerizada pela reação de adição e moldeira individual de acrílico, foi concluído o processo de transferência e moldagem, e os cicatrizadores foram recolocados e mantidos até o momento da instalação da prótese, fato que ocorreu 12 horas após a instalação dos implantes.
Os trabalhos protéticos buscaram previamente a confecção das próteses provisórias superior e inferior e posteriormente tiveram como finalidade a obtenção de uma Barra Plástica de Hader, com secção transversal circular ligando os dois implantes. Enquanto os trabalhos laboratoriais eram realizados, as próteses provisórias superior e inferior foram colocadas e devidamente ajustadas às novas condições do paciente.
                Concluída a etapa laboratorial a barra fundida foi instalada. foi possível a instalação de dois clips plásticos na base interna da prótese inferior (porção de resina), permitindo sua fixação aos implantes. Por sua vez, essa instalação foi obtida por meio da captação direta empregando-se resina e estando os clips previamente acomodados sobre a barra. Ambas as próteses receberam acabamento final e foram submetidas a um ajuste oclusal. A partir desse instante o paciente foi liberado para utilização da mesma.


2. Prótese Fixa:
Em 1997, Paul Schinitman iniciou um estudo  em prótese fixa tipo protocolo em 10 pacientes, com implantes Nobel Biocare 3.75 x no mínimo 10 mm de comprimento, onde 28 eram com carga imediata e 35 convencionais.
Técnica:
Os implantes foram colocados segundo o protocolo Branemark, com 10mm de comprimento no mínimo e ancorando bicorticalmente. Aonde os implantes foram imediatamente levados à carga. Todos os implantes foram observados estarem sem mobilidade na colocação.
Foram selecionados abutments e colocados com cinta de 1mm acima dos tecidos moles, e suturas colocadas sobre os implantes expostos. Foram usados cilindros temporários manufaturados pela Nobel Biocare, colocados na prótese total em seguida recortados e transformados na prótese fixa. Para acompanhar a conversão, healings caps foram inicialmente colocados nos abutments e usando-se uma pequena porção de pasta indicadora pressionada em seu aspecto oclusal. As posições do implante eram então registradas e transferidas para a dentadura.
A porção da prótese marcada pelo healing cap foi então reduzida e redesenhada com resina repair.
Um orifício  foi feito na prótese para que o cilindro sobre o abutment fosse inserido na prótese e com resina acrílica autopolimerizável, intraoralmente inserido na posição. Cada cilindro foi polimerizado individualmente afim de que surgisse um ajuste passivo da prótese. A prótese provisória foi então removida e finalizada extraoralmente removendo os excessos e adicionando um metal para resistência na porção lingual (OIS, orthodontia). A prótese provisória foi então retida usando-se um parafuso de ouro.
Acredita-se que criou-se mais condições de carga favorável com os implantes durante o período de cicatrização com carga inicial diretamente via a uma estrutura fixa e rígida sobre os implantes do que uma sobredentadura.


3. Unitários:
 Peter S. Wöhrle em 1998 estudou 14 casos onde, imediatamente após a exodontia realizada, foram colocados implantes com provisórios na região anterior da maxila, mantendo os tecidos em sua arquitetura gengival. Uma adequada altura apico-coronal, rotação e estabilidade primária foram achadas, um abutment angulado estético de tamanho correspondente inserido e marcando e em seguida desgastado com broca carbide. Após a preparação o munhão (abutment) foi polido, esterilizado e levado à boca. O dente foi cortado da sua porção coronária bem na incisal, levado em posição no abutment e tirada uma moldagem em posição com um index pré-fabricado oclusal. A porção interna da raiz/dente foi preparada e arrumada pelo laboratório com resinas. O abutment foi então instalado com 35 Ncm, e o dente modificado foi colocado com cimento (Improv/steri-oss). Ajustes intraorais oclusais foram realizados. Como os tecidos não foram afastados, não houve sutura. O paciente foi avisado para não permitir muita função naquela região. Dos 14 implantes colocados imediatamente após a extração, todos tiveram a sua osseointegração no período de 6 meses de cicatrização. Nos achados radiográficos nenhuma perda óssea maior que 1 mm foi observada. Os tecidos gengivais corresponderam favoravelmente e a maioria dos pacientes mantiveram a sua papila.




CONCLUSÃO:
Evidências  científicas têm demonstrado que vários sistemas de implantes quando colocados em regiões interforaminas podem ser carregados imediatamente.  A osseointegração  é  o resultado biológico e o processo mecânico em função.  Não é real assumir que todos os implantes direcionam-se para uma específica indicação ou que o tipo de  osso maxilar irá requerer idêntico tempo de cicatrização.  Alguns casos de implantes podem receber carga imediata enquanto outros simplesmente não podem.  Considerando os benefícios óbvios aos pacientes associados a carga imediata como,  redução do  número e tempo das consultas clínicas no dentista, redução no tempo da cadeira, aumento dos benefícios psicológicos e sociais em relação à entrega das próteses em função, além de melhor  arquitetura gengival, é que se pode entender  claramente  sua aplicação.  Seguindo-se o protocolo proposto é possível dispensarmos o paciente no 1O estágio cirúrgico com uma prótese fixa  unitária.  A carga imediata é viável quando bem aplicada e indicada.
Duplicação do modelo e obtenção do modelo em revestimento (refratário)
A duplicação do modelo de trabalho é necessária para que obtenhamos um único modelo sobre o qual será realizado o enceramento da armação e, diretamente sobre ele, também a fundição. Para isso, é necessário que esse modelo seja confeccionado em um material que reproduza fielmente todos os detalhes existentes no modelo de trabalho e que, ao mesmo tempo, seja resistente e possa suportar altas temperaturas quando do momento da fundição sem sofrer alterações de estrutura ou forma.Após a realização do alívio, o modelo de trabalho deve ser hidratado em água por aproximadamente 30 minutos a 50ºC. A duplicação é feita com hidrocolóide reversível (ágar).O ágar é fracionado em pequenas porções e aquecido em banho-maria, até atingir o estado líquido, o que ocorre em torno de 100ºC. Enquanto é realizado seu aquecimento, o modelo de trabalho aliviado é fixado com massa de vidraceiro ou com o próprio hidrocolóide na mufla apropriada para este procedimento. Realiza-se então o mesmo procedimento de vedação com a contramufla.Quando atingir a temperatura aproximada de 50ºC, o ágar deve ser vertido lentamente para o interior da mufla através do orifício existente na parte superior. O conjunto deve ser deixado resfriando em água corrente por 40 minutos.Para remover o modelo da moldagem de ágar, quebra-se o selamento existente entre a mufla e a contramufla e, com o auxílio de uma pinça, remove-se cuidadosamente o modelo, obtendo-se assim o negativo do modelo de trabalho.
Existem várias ligas nacionais e importadas para a confecção da armação metálica. Cada uma com diferentes temperaturas de fusão e coeficientes de contração. O revestimento refratário utilizado pelo técnico deve ser um composto que se adeqüe às propriedades físicas da liga a ser utilizada na fundição da armação.A composição dos revestimentos pode variar consideravelmente. Atualmente, os mais recomendados são os fosfatados por apresentarem maior precisão, maior resistência, menor porosidade e uma superfície mais lisa. As recomendações do fabricante contidas na embalagem do produto quanto à proporção pó-líquido devem ser respeitadas rigorosamente. Essa proporção varia conforme a marca comercial. Geralmente recomenda-se, para 400 g de pó, 56 ml de líquido, devendo ambos, preferencialmente, serem espatulados a vácuo por 60 segundos.A mistura é vertida na moldagem / duplicação, aguardando-se a presa do material (aproximadamente 40 minutos). Retira-se o modelo de revestimento da mufla e leva-se ao forno a 240ºC por 40 minutos para tratamento endurecedor.No entanto, alguns técnicos ainda utilizam revestimentos refratários, que possuem quartzo na sua composição, conhecidos como "revestimentos à base de binder". O motivo principal dessa preferência é o baixo custo desses produtos. As irregularidades de superfície trazem como principais desvantagens um tempo maior para o acabamento e um polimento não tão satisfatório da armação metálica.
Tratamento da superfície do modelo refratário
Existem dois métodos principais para o tratamento da superfície do modelo refratário: um com cera de abelha aquecida e outro com um líquido endurecedor frio.Retira-se o modelo do forno e espera-se o resfriamento até aproximadamente 40ºC, quando o modelo está pronto para receber o banho. Após a imersão, o modelo volta ao forno por 5 minutos a 250ºC.


PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL DELINEAMENTO


Passos clínicos e laboratoriais
1-      Exame clínico
2-      Exame radiográfico
3-      Moldagem e confecção de modelos de estudo
4-      Montagem dos modelos em articulador
5-      Delineamento dos modelos (traçado do equador protético)

Finalidade: determinar a área ou áreas das superfícies dentais ou não dentais, que estarão aptas a receber e acomodar a peça desempenhando suas funções sem alterar os tecidos biológicos do paciente.

Delineador: Instrumento que determina paralelismo relativo de duas ou mais superfícies dentais ou outras partes de um modelo de arcada dentária.

Equador Protético: Linha de maior contorno dental resultante, ou dependente, da inclinação do modelo em relação à ponta analisadora do delineador.

Trajetória de inserção: É a trajetória que a prótese faz desde um ponto de contato inicial com os dentes suportes até a posição terminal de repouso com os apoios assentados nos nichos e a base em contato com o rebordo alveolar.
Os fatores determinantes da trajetória de inserção são: Planos guias, áreas retentivas, ausência de interferência e estética.

OBJETIVOS

1- determinar a trajetória de inserção mais aceitável que eliminará ou reduzirá a um mínimo a interferência na colocação e remoção da prótese;
2- Identificar as faces proximais dos dentes que são ou podem ser tornadas paralelas com a finalidade de agir como plano guia de inserção da prótese;
3- Localizar e medir áreas de retenção nos dentes pilares (p,m e g);
4- Traçar o equador protético.




Prótese Parcial Removível

Prótese  Parcial   Removível

Definição: Aparelho dento – suportável ou dento – muco – suportável destinado a substituir os dentes ausentes da arcada, restabelecendo a estética e função, que pode ser inserido e removido da boca pelo próprio paciente.

Objetivos Protéticos

Melhorar e estabilizar a boca juntamente com o aparelho protético, de tal forma que com o complexo vivo; (biológico), forme com o complexo mecânico (aparelho protético), uma unidade funcional estável (Unidade Biomecânica) que garanta um equilíbrio duradouro.
A colocação dos dentes artificiais em substituir aos naturais ausentes, toda via, não é semelhante a uma simples solução de um problema mecânico, ela é muito complicada exigindo uma importância dos fatores biológicos que sempre circunscrevem e limitam os procedimentos mecânicos.

Classificação da Arcada Parcialmente Desdentada

Finalidade:    - Diferenciar e facilitar a comunicação
- Distinguir categorias

Tipos de classificações:
1-Wild: baseado em fenômenos que ocorrem nas superfícies oclusais

2-Max-Müller: Baseado no funcionamento da P.P.R. na boca

3-Rumpel: baseado na transmissão de forças da P.P.R. durante a pressão da mastigação

4-Cummer: baseado na colocação dos grampos (mecânica)

5-Kennedy: Baseado na distribuição topográfica dos dentes remanescentes, mais utilizada atualmente.


CLASSIFICAÇÃO DE KENNEDY
Classe I: desdentamento posterior bilateral - Prótese indicada: PPR

Classe II: desdentamento posterior unilateral - Prótese indicada.: PPR 

Classe III: desdentamento limitado por dentes tanto os anteriores como os posteriores Prótese indicada.: PPR ou PPF dependendo da extensão do desdentamento.

Classe IV: desdentamento anterior que cruza a linha mediana
Prótese indicada.: PPR ou PPF dependendo da extensão do desdentamento

Regras de Applegate  para Classificação de Kennedy
1.      A classificação final só deverá ser realizada após as extrações indicadas
2.      Segundos e Terceiros Molares ausentes que não serão repostos não devem ser incluídos na classificação
3.      Terceiro Molar utilizado como elemento suporte da prótese deve ser incluído na classificação
4.      A área ou áreas desdentadas mais posteriores sempre determinam a classificação
5.      As outras áreas desdentadas que passam a ser secundárias à que determina a classificação, são denominadas modificações e são designadas por seu número
6.      Nas modificações não e considerado a extensão do desdentamento
7.      Não há modificação na classe IV de Kennedy

Moldagem e Elaboração de Modelos em P.P.R.
Finalidade de Moldagem: necessidade  de se obter uma impressão exata, detalhada das estruturas dentais e rebordo residual do paciente.
Moldagem para PPR: deve  registrar com precisão, tecido mole, a mucosa oral, ao mesmo tempo que a substância dura (dentes remanescentes)
Esse procedimento é mais complicado do que em Prótese Total porque o contorno dos dentes é irregular e a sua posição vertical varia com relação ao plano oclusal. Dificultando a inserção e remoção da moldeira.
O material de moldagem deve fazer contato íntimo com as coroas dentais, resistir à distorção momentânea ao retirar a moldagem da boca e ou modelos e voltar imediatamente à forma original sem romper-se.
A elasticidade do material de moldagem é propriedade essencial que garante a fidelidade do modelo de trabalho e cada detalhe de reprodução da boca ou modelo

Obs: Moldagem ou molde – ato clínico ou laboratorial – (o negativo)
        Modelo – cópia positiva do que se moldou

Técnicas de Moldagem
1- Sem Pressão ou Mucostática:
É a técnica de impressão que não comprime a mucosa oral.  Moldagens feitas com hidrocolóide irreversível. (alginato)

2- Com Pressão Controlada ou  Mucodonâmica
É a técnica de impressão na qual o tecido é comprimido (mucosa) ou deslizado de alguma forma controladamente. Ex.: Moldagens obtidas com pasta zinco-enólica ( moldagens funcionais)

Moldeiras
Objeto ou dispositivo que serve para levar o material de impressão à boca ou modelo, sobre os dentes e rebordo; e mantê-los em posição até que este tome presa ou geleifique .

Tipos de Moldeira
1 - Moldeira de estoque: são moldeiras pré-fabricadas em alumínio ou aço inox e que estão à disposição em casas de artigos odontológicos, em vários tamanhos, formas e preços. Dividem-se em totais e parciais, ou em para dentados e desdentados e ainda em perfuradas e não perfuradas


                                                                                                     Perfuradas
                                                                 
                                                                  Dentadas                        Não  perfuradas

                                          TOTAIS
                                                                                                               Perfuradas
                                                                    Desdentadas                 
       Não perfuradas

MOLDEIRA
                                                                                                               
Perfuradas                                                                          
                                                                        Dentadas
                                                                                                            Não perfuradas
                          PARCIAIS

                                                                        Desdentadas                        Perfuradas
                                                                                                                     
                                                                                                            Não perfuradas

2 - Moldeira individual: são moldeiras preparadas especialmente para cada caso específico, sendo confeccionadas em resina acrílica, godiva ou placa base.

  Vantagens da Moldeira Individual:
1 -  controle da espessura do material de moldagem.
2 - adaptação à superfície palatina evitando que o material deslize sem moldar esta área fundamental.
3 - reprodução exata dos bordos periféricos podendo  estabelecer com exatidão os limites periféricos.

Modelos de P.P.R.

1-      Modelo de estudo ou planejamento: são os modelos que são usados para fazer o plano de tratamento, desenho e alterações dos dentes e servem como complemento de instrução ao laboratório dental.
2-      Modelo para confecção de Moldeira individual: usado para se fazer a moldeira individual
3-      Modelo de trabalho: é aquele obtido após o preparo de boca.
4-      Modelo refratário: é o obtido após duplicação do modelo de trabalho; é elaborado com material refratário (revestimento).
5-       Modelo de trabalho modificado: este modelo é obtido substituindo-se as áreas da base de extensão
distal (extremidade livre) do modelo de trabalho, por aquelas obtidas por meio de moldagem funcional.



            Nomenclatura dos elementos constituintes da unidade Biomecânica

A-    SISTEMA DE SUPORTE: É um sistema composto com dentes naturais remanescentes e rebordos residuais, onde nestes devem ser observados:
- Dentes:
1-      Anatomia dental: áreas retentivas ou não retentivas.
2-      Distribuição: se os dentes estão colocados de forma puntiforme, linear, superficial, etc.
3-      Fisiopatologia do periodonto: relação coroa-raiz
4-      Plano oclusal

- Rebordo alveolar: nestes devem ser observados os seguintes itens:
1-      consistência
2-      forma
3-      altura
4-      estilo de reabsorção

B-    SISTEMA DE RETENÇÃO: este sistema tem a função de impedir que a prótese uma vez instalada sofra movimentos no sentido cérvico-oclusal.
Grampo: vários tipos e formas

C-    SISTEMA DE CONEXÃO: as estruturas que fazem parte desse sistema têm a função de unir as diversas estruturas da PPR; são eles:
C.1.- Conector maior  - conectam os elementos da prótese cruzando a linha mediana.(necessariamente)
C.2.- Conector menor - conectam os elementos da prótese com os conectores maiores.

D-    SISTEMA DE ESTABILIZAÇÃO: este sistema tem a função de impedir que a prótese, durante a função, sofra movimentos de intrusão, horizontais ou de rotação.  Seus componentes são basicamente: apoio, que podem ser oclusais, incisais, cingulares e cingulares em resina composta e os elementos de estabilização (estabilizadores), conectores maiores e retentores indiretos.

E-     SISTEMA DE DENTES ARTIFICIAIS: é composto de:
E.1.- Dentes artificiais:- são comprados(de estoque) ou construídos por técnicos em prótese dentária, podem ser: acrílico ou resina,
Ø  porcelana ou cerâmica
Ø  metálico
Ø  Metaloplástico
Ø  Metalocerâmico
E.2.- Sela ou base da prótese: estrutura da PPR, confeccionada na grande maioria das vezes em resina acrílica e que faz contato íntimo com o rebordo residual.

SISTEMA DE SUPORTE



Avaliação dental
Anatomia dental: áreas retentivas ou não retentivas.  Essa análise é feita com a ajuda do delineador e deve-se observar além das retenções, a estrutura desse dente, seu estado no gesso, formatos, acidentes anatômicos etc.
Distribuição: se os dentes estão colocados de forma puntiforme, linear, superficial, etc. Esse ítem diz respeito à distribuição desse dentes no longo eixo do rebordo residual, pois esta distribuição determinará futuramente o plano para a trajetória de inserção dentre outras informações.
Fisiopatologia do periodonto: relação coroa-raiz.  Esse ítem deve ser observado pelo C.D. observando não só a relação coroa-raiz, mas como também à sua implantação no rebordo residual através de radiografias e outros exames complementares.
Plano oclusal: ítem importante principalmente no que diz respeito à posição de algumas estruturas da estrutura metálica e na futura posição de dentes artificiais.


Avaliação de rebordo residual
            Neste ítem precisamos avaliar os tipos de rebordo e as suas resiliências

Tipos de rebordo
1-Rebordo residual paralelo: é aquele que apresenta a sua parte de suporte principal paralela ao plano oclusal dos dentes artificiais da prótese
2-Rebordo residual ascendente para distal: é aquele que apresenta sua parte de suporte principal e o plano oclusal dos dentes artificiais da prótese convergentes para distal
3-Rebordo residual ascendente para mesial: é aquele que apresenta sua parte de suporte principal e o plano oclusal dos dentes artificiais da prótese convergentes para mesial.
4-Rebordo residual côncavo: é aquele que apresenta sua parte de suporte principal côncava em relação o plano oclusal dos dentes artificiais da prótese.


Variações morfológicas do rebordo
1-Rebordo residual normal: é aquele cuja secção transversal apresenta-se como um triângulo equilátero.
2-Rebordo residual alto:  é aquele cuja secção transversal apresenta-se como um triângulo isósceles.
3-Rebordo residual baixo ou reabsorvido: é aquele cuja secção transversal apresenta-se como um triângulo isósceles, no qual a base do rebordo forma o lado maior da figura
4-Rebordo residual estrangulado: é aquele cuja secção transversal apresenta-se estrangulada situada intermediariamente entra a sua base e o seu ápice.
5-Rebordo residual em lâmina de faca: é aquele cuja secção transversal apresenta-se como um triângulo, cujo o ápice é bastante agudo.

Variações de Resiliência do rebordo.
1-Rebordo residual duro: fibromucosa que o reveste bastante fibrosa e densa, sofrendo pequena alteração de volume quando comprimida por forças mastigatórias; menos forças  torcionais no dente pilar.
2-Rebordo residual compressível: fibromucosa que o reveste menos fibrosa e densa, sofrendo uma  alteração de volume quando comprimida por forças mastigatórias.Um pouco de força torcional no dente pilar.
3-Rebordo residual flácido: fibromucosa que o reveste menos fibrosa e densa, do que o tipo compressível sofrendo grande alteração de volume quando comprimida por forças mastigatórias. Alto índice de força torcional no dente pilar; necessidade de ferrulização dental.


SISTEMA DE RETENÇÃO


Grampos:- são elementos retentores,  programados para conferir retenção e estabilidade a PPR, impedindo sua movimentação no sentido gengivo-oclusal e lateral.  Fundamentalmente, o grampo constitui o sistema mecânico de retenção destas próteses contribuindo secundariamente para estabilizá-las.  Os grampos, além de serem elementos componentes dos retentores, participam apenas para determinar condições de retenção e posteriormente de estabilização, não tomando parte ativa para com suas condições de suporte.

Elementos Fundamentais dos Grampos: O grampo é constituído por apoio (sistema de estabilização), braço de retenção ou retentivo e braço de reciprocidade ou oposição ou ainda estabilização.  O sistema de retenção para os retentores extra-coronários é constituído basicamente por grampos e a programação de dois braços antagonistas, um por vestibular e outro por palatino ou lingual, tem a finalidade de estabelecer uma contraposição de forças que se anulam reciprocamente, quer de modo estático, quando se analisa a condição de assentamento da PPR na boca do paciente, quer dinamicamente quando se propõe esta análise durante a sua retirada e reposicionamento, ou quando esta é acionada funcionalmente (sistema mastigatório).

Tipos de Grampo:
1-      Quanto à sua Elaboração: os grampos podem assumir formas conforme o material utilizado para a sua confecção:
                          a) grampo fundido- é o grampo no qual o TPD encera, inclui e funde realizando posteriormente um acabamento (polimento); geralmente em ligas de cromo-cobalto  ou ouro.
                          b) grampo forjado- é aquele que é pré-fabricado por empresas ou por pessoas que lidam com a odontologia, geralmente em aço ínox. (grampos de aparelho ortodônticos)
                          c) grampo combinado- é aquele o qual um dos braços é fundido e o outro forjado, unidos por ponto de solda.

2-      Quanto ao seu Desenho: os grampos nesta classificação recebem os nomes de acordo com o  tipo do seu desenho,  basicamente em Ackers e Roach
                           a) grampo circular simples.
                           b) grampo circular de acesso invertido
                           c) grampo tipo barra:
                               c.1. - em forma de t
                               c.2. - em forma de 7
                               c.3.- em forma de i
                               c.4.- em forma de u
                               c.5.- em forma de y
                           d) grampo anelar
                           e) grampo circular duplo ou geminado
                            f) grampo M.D.L. ou y modificado
                           g) grampo A.P.I. 
                            h) Jackson-crib: abertos e fechados



ENCERAMENTO

A)     Enceramento do braço de retenção: o braço de retenção deve ser encerado de uma forma fina e afunilada e sua ação deve estar abaixo da linha do equador protético, onde se localizam duas                             retenções.
B)    Enceramento do braço de reciprocidade: o braço de reciprocidade deve ser encerado de forma grossa e arredondada e sua ação deve estar na linha do equador protético ou  ligeiramente acima (área expulsiva).  Os braços    de reciprocidade constituem os dispositivos programados para proporcionar ação de oposição ao braço de retenção e este último, ação de oposição às forças desenvolvidas durante as atividades do sistema mastigatório que tendem a deslocar a PPR de sua posição de assentamento funcional tentando deslocar a peça no sentido cérvico-oclusal.
                                             
MECANISMOS DE RETENÇÃO DOS BRAÇOS DE RETENÇAO

A)    Ação de relacionamento da ponta ativa do grampo - é realizada de duas formas:
1.- Ação de abraçamento: é caracterizada pelo contato que o braço mantém em toda a sua extensão, com o dente pilar.  O corpo do braço, mais espesso e menos flexível, somente apresenta contato com o dente pilar quando o grampo está em posição.  A parte ativa, mais fina e flexível, se relaciona em toda a sua extensão com a área retentiva  do dente pilar,  localizada abaixo do equador protético ( a maior ou menor flexibilidade é que determina o seu poder de retenção)
2.- Ação de Ponta: na retenção por ação de ponta, apenas as pontas do braço de retenção, apresentam ação ativa de retenção, através do contato que estabelece com as áreas retentivas do dente pilar, as outras partes do braço não se relacionam ativamente com a superfície do dente.  As pontas ativas unem-se a uma haste denominada barra, que irá por sua vez, conectar-se na grade retentiva da sela ou na união desta com o conector menor.  Essa barra confere a flexibilidade para o grampo, devendo ser completamente aliviada, tanto dos tecidos dentais como da mucosa alveolar, com os quais se relacionam.


B)    Ação elástica do grampo - o segundo fator que influencia a ação de retenção dos braços de retenção, diz respeito às propriedades físicas que determinam o grau de flexibilidade do grampo.  Quanto mais flexível for o grampo, menor a sua retenção.

1.- Fatores que influenciam a flexibilidade do grampo:
- 1a espessura do grampo : a flexibilidade é inversamente proporcional à espessura do grampo.  Quanto mais espaço, menos flexível (maior será sua ação retentiva, existindo maior risco de imposição de forças laterais sobre os dentes pilares).
-1b comprimento do braço: a flexibilidade é diretamente proporcional ao comprimento do braço, quanto mais comprido for o braço maior será a sua flexibilidade.
-1c secção transversal do braço: a flexibilidade depende do tipo de secção transversal do braço, que podem ser: meia-cana, triangular, arredondado.
-1d tipo de liga (fundição) a flexibilidade do braço também depende do tipo de liga usado para confeccionar o braço.  Modulo de elasticidade das ligas de cromo-cobalto é aproximadamente o dobro do módulo  da liga de ouro, assim, braços feitos com cromo-cobalto, mostram-se mais retentivas que o de ouro.    
-1e Tratamento termico:  choques térmicos podem suavizar a têmpera do metal deixando-o mais ou menos flexíveis
-1f calibragem :  Esse ítem se resume à quantificação de flexibilidade que o T.P.D. necessita em dar à peça usando de uma certa maneira todos os ítens descritos acima.    

BRAÇO DE RECIPROCIDADE OU ESTABILIZAÇÃO:

São braços rígidos, largos oclusais, gengivalmente e que se conectam com toda extensão ao dente pilar; este braço tem por função principal proporcionar a estabilização do dente pilar e secundariamente em conjunto com outros elementos da prótese auxiliar na sua estabilização em relação a esse dente.  Estas condições são dependentes da rigidez oferecida por este tipo de braços e dependem basicamente dos mesmos quatro fatores do braço de retenção (espessura do grampo, comprimento do grampo, secção transversal do braço e tipo de liga da fundição.


CARACTERÍSTICAS   IDEAIS  DO GRAMPO:

1.-Retenção: característica dada pelo braço de retenção, dada por ação de abraçamento ou de ponta ativa
2.-Estabilização: A resistência mecânica e da composição de metal devem garantir tal característica.
3.-Suporte: Característica ditada pelo apoio do grampo onde este deve juntamente com os braços onde se grampo deve se alojar limitando de tal forma o movimento ocluso-gengival.
4.-Circunscrição: Um grampo na sua estrutura deve abranger no mínimo 189 graus de circunferência para que a característica de circunscrição seja efetiva: ideal 270 graus.
5.-Reciprocidade : Item garantido pelo braço de reciprocidade e este sim deve contrabalancear as forças aplicadas pelo braço de retenção quando este estiver percorrendo a zona de ação global
6.-Passividade: Os braços do grampo pelas suas características fisicas e anatômicas devem permitir, cada qual à sua função um grau de passividade para que o grampo sofra uma resiliência e percorra a zona de ação global (expulsiva e retentiva).




Fatores a serem considerados no desenho dos grampos:

1.-Retenção: Deve ser observado se há presença ou não de  retenção (calibradores)
2.-Retenção vestibular x retenção lingual: Observar qual o lado  onde se encontra a retenção(M-V-D-P, L)
3.-Quantidade de retenção:  feita através de calibradores (grande-média-pequena)
4.-Quantidade de grampo: (depende da área anodôntica, presença ou não de interferências, possibilidades periodontais e estéticas.
5.-Ferrulização: (união de grampo): Necessidade de estabilização dental  ou de maiores retenções
6.-Estética: se há ou não prejuízo de estética ou não

Princípios para a seleção de grampo

1.- tipo de dente pilar (molar, canino, etc.)
2.- superfície do dente (lingual ou vestibular)
3.- superfície retentiva favorável  - vestibular ou lingual
4.- estética: sorriso e posicionamentos estéticos



SISTEMA DE CONEXÃO E ESTABILIZAÇÃO

              

 Conector Maior
É a unidade da prótese que une os diversos elementos estruturais da PPR, cruzando a linha mediana
Características Gerais do Conector Maior -elemento que une todos os elementos que compõe o aparelho removível, deve ser rígido e não deve dobrar com facilidade.   Devem ser resistentes à torção e respeitar os tecidos moles e o tecido subjacente, assim como tecidos gengivais , periodontais, suturas médias ou rafe palatina, tórus, etc. Um conector maior superior corretamente desenhado, além de proporcionar a união dos elementos estruturais e conferir suporte, contribui tanto na estabilidade como na retenção da prótese (em menor escala).  A quantidade de retenção, estabilidade e suporte obtidos é diretamente proporcional à quantidade de superfície recoberta pelo conector maior.


Critérios para a Seleção do conector Maior
1.- presença de tórus palatino - dependendo do tamanho, forma e posição.
2.- necessidade de substituição dos dentes anteriores
3.- necessidade de estabilizar dentes debilitados
4.- consideração fonética   -   evitar quando possível a região de rugosidade palatina.
5.- considerações fisiológicas-  evitar  a área de papila incisiva
6.- considerações estéticas: presença ou não de diastemas


Tipos de Conector Maior Superior:



1.- Barra palatina simples
-          para substituir um ou mais dentes de cada lado da arcada.
-          Quando os espaços desdentados são limitados por dentes
-          Quando a  necessidade de suporte palatino  é mínima
2.- Barra palatina dupla ou Ântero-posterior
-          Quando os dentes pilares anteriores e posteriores estão muito separados
-          Quando em presença de tórus palatinos.
3.- Conector Maior Superior em Forma de "U"
-          Para substituir dentes anteriores
-          Presença de tórus problemáticos
4.- Conector Palatino Completo
-          classe I de Kennedy
1º Detalhe :- recobre todo o palato, por isso contribui ao máximo para o suporte da prótese, fazendo com que:
1-      haja ampla distribuição na carga funcional, de modo que a quantidade de carga suportada por cada unidade de superfície seja mínima.
2-      Ao aumentar a carga coberta, haverá menor movimento da base da prótese em função.
2º Detalhe :- dois tipos: totalmente metálico ou metalo - plástico
3º Detalhe :- o peso pode ser um grande incoveniente quando o total metálico for usado.

                                    

CONECTOR   MAIOR   INFERIOR


Não contribui de forma no suporte da prótese, pois os processos residuais mandibulares
proporcionam menos suporte, havendo necessidade de retenção indireta para estabilizar a prótese.

Critérios para a Seleção do Conector Maior  Inferior
1.- necessidade de retenção interna via conector maior
2.- estabilidade horizontal e distribuição de forças
3.- considerações anatômicas:
-          Tórus mandibulares
-          Freio lingual
4.- estética - presença ou não de diastemas (falta de ponto de contato entre os dentes)

Tipos de Conector Maior Inferior

1.- Barra lingual   -   indicação = a maioria dos casos
2.- Barra lingual dupla ou dupla Kenedy   -  também conhecido no meio técnico como grampo de Kennedy – teoricamente teria também função de retenção (somente a indireta)    indicação = casos de classe I, ou onde a retenção indireta se faça necessária.
3.- Barra lingual dupla descontínua - indicação = casos de classe I de Kennedy, onde haja  necessidade de retenção indireta e em pacientes com diastemas.

4.- Placa lingual - indicações :  a) presença de tórus mandibulares
                                                  b)freio lingual demasiadamente alto
                                                  c)estabilizador de dentes abalados periodontamente.
5.- Placa lingual descontínua  - indicação = as mesmas de placa lingual, só que para pacientes com diastemas.


Detalhes estruturais de Conector Maior Inferior:

1.-Rigidez
2.-Contato com a margem gengival (o conector maior inferior não deve invadir essa área)
3.-Contorno de Bordas arredondado

Enceramento de Conectores Maiores Superiores
 O conector maior superior deve ser encerado de uma forma que a quantia de cera seja suficiente tanto em largura como espessura e que depois de fundida preencha os requisitos necessários para possibilitar rigidez, etc. Além disso deve respeitar os tecidos moles aliviando-se algumas áreas dentre elas arborescência palatina e papila incisiva para que isso não cause incomodo ao paciente.  Deve possuir uma superfície lisa e todos os contornos devem ser arrendondados, além de respeitar os tecidos gengivais ficando a uns 3 a 4 mm de distância da gengiva marginal.
Inferiores: respeitam da mesma forma os tecidos  moles, mantendo sempre contornos arredondados e com espessuras e larguras condizentes..  A única diferença é que aqui existe um freio lingual que deve ser corretamente aliviado, e também sabermos que as estruturas inferiores      ( bucais) são um pouco mais sensíveis do que a superior devido ao posicionamento de vasos e nervos.


Conector Menor

Definição:- é o elemento que une o conector maior aos demais elementos que constituem a PPR

Tipos:  a) localizado entre dois elementos pilares
             b) localizado adjacente à área anodôntica

Características:
1.- rígido
2.- resistente
3.- não volumoso

Enceramento
            Aqui temos por média que a espessura e largura dos conectores menores geralmente é metade da espessura e largura dos conectores maiores.  Da mesma forma devem ser arrendondados, com superfícies lisas para que as características sejam preenchidas

eSTABILIZADORES

São dispositivos que geralmente são encerados nas proximais dos dentes e estabelecem um contato íntimo entre a Prótese Parcial Removível e o sistema de suporte “dentes implantados” onde este contato proporciona uma estabilidade extra no sentido horizontal, impedindo com que forças laterais ajam nos dentes causando forças torcionais.

Enceramento: São também estruturas importantes que devem possuir contornos arredondados e que devem ser encerados com cuidado porque pelo seu pequeno volume (mas de grande valia) podem levar a falhas na fundição.

Rede de retenção

Rede de retenção: definição - é a porção da PPR que retém resina acrílica da base da prótese e os dentes artificiais na estrutura metálica.
Tipos de Rede:
a)      malha coberta
b)      em forma de rede
c)      em forma de botão
d)     pré fabricados

Enceramento: com espessuras e larguras condizentes com o tamanho do rebordo residual, geralmente são estreitas e finas, mas como todas estruturas arredondadas e com superfície lisa para facilitar a fundição, mas que ao final serão superfícies rugosas, para proporcionar uma maior retenção com a resina acrílica, não estabelecendo simplesmente um união química, mas como também mecânica.


TOPES TISSULARES


Definição: É a porção da PPR que tem a finalidade de impedir a deformação da estrutura metálica na prensagem da prótese. Também são chamados de stops ou pontos de parada posterior. Estes pontos são colocados (encerados) além da zona de alívio e tem por finalidade criar um segundo ponto de suporte para que a força aplicada na hora da prensagem  da resina acrílica não distorça (deforme) a estrutura metálica   desadaptando-a. Pouco usada pela grande maioria dos T.P.D. e o seu enceramento é simples, de forma geralmente em gota ou meia lua, mas encerados onde o alivio em cera não foi realizado. 

LINHA DE TÉRMINO – FINISH LINE

Definição: São linhas ou até depressões feitas no enceramento que tem a função de criar uma linha de término entre metal polido e o não polido delimitando uma perfeita adaptação da resina com o metal não criando degraus, e permitindo uma superficie mais lisa. Estrutura finíssima e que deve ser lisa para facilitar a inclusão e fundição.


SISTEMA DE DENTES ARTIFICIAIS
           
Neste sistema fazem parte também as selas que sãos os elementos da P.P.R. que preenchem o espaço protético, reconstruindo funcional e estéticamente, os tecidos ósseos e mucosos alterados pela perda dental e servindo aindo para base de fixação dos dentes artificiais
Tipos de sela:
1 - Metálica: geralmente usada em pequenos espaços anodônticos
2 - Metalo-plástica: Um boa quantia de metal (geralmente composto pela rede da estrutura metálica) e uma segunda parte de resina preenchendo as superficies do rebordo residual

Funções da sela:
1-      Transmissão de forças do ato mastigatório dos dentes até à base do crânio onde estas forças são dissipadas
2-      Evitar impactação alimentar preservando desta forma as papilas adjacentes ao espaço anodôntico
3-      Evitar injúria e desconforto: a perfeita adaptação da sela ao rebordo residual, respeitando os limites da área chapeável e musculatura para-protética impede a penetração de alimentos sob a mesma, o que resultaria em desconforto para o paciente e injúria aos tecidos subjacentes
4-      Favorecer a estética e a fonética; através do preenchimento pela resina acrílica, reconstruindo os tecidos perdidos do espaço protético, e juntamente com a correta colocação dos dentes artificiais devolveremos ao paciente a estética (reposicionando lábios e músculos) e favorecer a própria fonética.

Fatores que regem o tamanho da sela
1-      tamanho da área anodôntica
2-      tipo e condição dos dentes pilares adjacentes
3-      Próteses de extremidade livre ou não
4-      Tipos de rebordos

Avaliação dos dentes superficiais
Os dentes que farão parte do sistema podem ser de diversos materiais conforme a necessidade de alguns fatores, descritos logo a seguir, mas geralmente são de resina acrilica(dentes de estoque), cerâmicos, metalo-plásticos ou totais metálicos.

Fatores que regem a necessidade de um ou outro tipo de dente:
01-Necessidade de estética mais refinada
02-Necessidade de maior função do que estética
03-Bruxismo
04-Tamanho de mesa oclusal
05-Oclusão
06-Custo - US$